Durante mais de quatro décadas, o VIH tem sido uma das pandemias mais mortíferas da história da humanidade, ceifando a vida a mais de 44 milhões de pessoas desde 1981. Até recentemente, um diagnóstico significava uma sentença de morte quase certa, especialmente em regiões desfavorecidas onde o acesso ao tratamento continua limitado. No entanto, o cenário mudou drasticamente.
O progresso global tem sido surpreendente. As mortes por doenças relacionadas com a SIDA diminuíram 70% desde o seu pico, e aproximadamente 30 milhões de pessoas vivem agora com o VIH enquanto recebem terapia anti-retroviral (TARV). Esses medicamentos transformaram o vírus de uma condição fatal em uma doença crônica controlável. Estão agora disponíveis medicamentos injectáveis ainda mais inovadores e de acção prolongada, que proporcionam até seis meses de prevenção do VIH com uma única dose, e a perspectiva de uma vacina funcional está a tornar-se cada vez mais realista.
Pela primeira vez, a erradicação do VIH não é apenas uma possibilidade teórica, mas um objectivo tangível ao nosso alcance.
No entanto, nesta conjuntura crítica, o próprio apoio financeiro e político que impulsionou este sucesso está ameaçado. O financiamento para programas de saúde globais – os mesmos programas que salvaram inúmeras vidas – está a enfrentar cortes drásticos, tanto a nível internacional como a nível nacional. Esta reversão no investimento é particularmente perigosa porque existem ferramentas para derrotar o VIH; o único obstáculo que subsiste é manter a vontade de os implantar de forma eficaz.
Esta não é apenas uma questão de estatísticas abstratas. A redução do financiamento traduzir-se-á directamente na perda de vidas, no aumento de infecções e no ressurgimento de uma doença que outrora foi considerada imparável. Nos próximos meses assistiremos a um maior escrutínio sobre o funcionamento dos programas de VIH, desde o papel das empresas farmacêuticas até às experiências vividas pelas pessoas afectadas.
A questão diante de nós não é mais se podemos acabar com o HIV, mas se o faremos. A resposta depende do compromisso sustentado e não do abandono.
Este relatório é patrocinado pela Gilead Sciences, com controle editorial total mantido pela Vox. Esta divulgação é importante porque as parcerias farmacêuticas desempenham um papel vital na investigação do VIH e no acesso ao tratamento, e a transparência é essencial para manter a confiança do público.
