Frank Munsey e a ascensão das revistas ilustradas baratas

12

Frank Munsey não se importava com jornalismo. Ele se importava com dinheiro.

Nascido em 1854 em Mercer, Maine, ele via os jornais e revistas não como serviços públicos, mas como empresas lucrativas. Ele os administrou com detalhes implacáveis, manteve as políticas editoriais deliberadamente incolores para evitar ofender alguém e comprou jornais concorrentes apenas para fechá-los. Foi uma estratégia de consolidação. Se ele possuísse dois jornais na mesma cidade, mataria o mais fraco. Por que mantê-lo funcionando quando apenas divide seu próprio público?

Como a revista Munsey mudou a publicação

Ele começou pequeno. Depois de dirigir uma agência telegráfica em Augusta, Maine, mudou-se para a cidade de Nova York em 1882. Ele imediatamente lançou a Golden Argosy, uma revista para crianças. Seis anos depois, ele percebeu que os adultos tinham mais renda disponível. Ele a renomeou como Argosy Magazine e dinamizou o conteúdo.

Então veio a grande mudança. Em 1889, ele fundou a Munsey’s Magazine. Originalmente chamada de Munsey’s Weekly até 1891, foi a primeira revista ilustrada barata e de circulação geral dos Estados Unidos. O preço? Dez centavos.

Isso foi revolucionário. Antes de Munsey, as revistas costumavam ser caras, literárias ou de nicho. Ele os tornou acessíveis. Ele os tornou visuais. Ele provou que você poderia vender milhões de cópias se mantivesse o preço baixo e as fotos altas.

A máquina de consolidação de jornais

Munsey não parou nas revistas. Ele voltou sua atenção para os jornais, adquirindo-os como se fossem cartões colecionáveis. Seu portfólio cresceu agressivamente:

  • The Star (Nova York, 1891)
  • The Baltimore News (1908)
  • The Press (Nova York, 1912)
  • O Sol e Sol da Noite (1916)
  • The Herald e Evening Telegram (1920)
  • O Globo (1924)

Ele não os comprou apenas para mantê-los. Entre 1916 e 1924, ele fundiu vários desses papéis. Alguns desapareceram completamente. O objetivo era eficiência. Menos redundância, mais lucro. Ele eliminou a penugem e manteve o fluxo de caixa.

Legado e Riqueza

Quando Munsey morreu na cidade de Nova York em 22 de dezembro de 1925, ele deixou para trás uma fortuna estimada em US$ 20 milhões. A maior parte foi para o Metropolitan Museum of Art.

“Vendo suas publicações puramente como empreendimentos lucrativos, Munsey as administrou detalhadamente.”

Ele não era um visionário no sentido tradicional. Ele não acreditava em ideais de imprensa livre ou em posturas editoriais ousadas. Ele construiu um império de mídia tratando o conteúdo como uma mercadoria. Ele mostrou aos editores que a consolidação funciona. Ele mostrou a eles que preços baratos geram volume.

Sua abordagem parece familiar hoje. Plataformas digitais comprando concorrentes. Algoritmos que favorecem conteúdo neutro para maximizar o engajamento. Munsey já fazia isso um século antes, com tinta e papel em vez de pixels.

O modelo pegou. A revista ilustrada barata tornou-se o padrão. A cadeia de jornais tornou-se a norma. Munsey ficou rico simplificando