Linha do tempo da série Myst: como a família de Atrus salvou (e destruiu) D’ni

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Você não joga Myst para derrotar um chefe. Você toca para sentir a poeira. É um mistério arquitectónico envolto num drama familiar, ambientado num mundo que já não existe. A civilização D’ni desapareceu. Seu povo desapareceu. Mas os seus mundos escritos permanecem. E alguém tem que consertar a bagunça que deixou para trás.

Atrus é o último Guardião da Escrita. Ele possui a rara habilidade de criar mundos escrevendo sobre eles. Não é mágica. É geometria. É a linguagem. É assustador.

A série não é apenas sobre exploração. É um estudo de trauma geracional. Os filhos de Atrus se tornam os vilões. Sua esposa é sequestrada. Sua filha nasce no caos. O jogador é arrastado por tudo isso, resolvendo quebra-cabeças em bibliotecas abandonadas enquanto uma família implode ao fundo.

É assim que a história se desenrola nos jogos principais.

Misto (1993)

Comece com o original. Somente PC e Mac. Não há portas aqui. O cenário é vagamente industrial do século XIX. Atrus convida o jogador à sua ilha para aprender a arte da escrita. Ele pensa que você é um amigo.

Ele está errado.

Seus filhos, Sirrus e Achenar, o traem. Eles querem o poder da Escrita para si. Eles tentam destruir os diários de Atrus. Em resposta, Atrus os prende em mundos prisionais separados. Você, o jogador, é enviado para recuperar os livros. O jogo é uma caminhada solitária por ruínas decadentes. Está quieto. É solitário. Você percebe tarde demais que Atrus não é o herói. Ele é o carcereiro. E os prisioneiros estão esperando.

Riven (1999)

Avance seis anos. A sequência se concentra em Catherine, esposa de Atrus. Ghen, um escriba D’ni desonesto e pai de Atrus, a sequestra. Ele a leva para Riven, um mundo que Atrus criou, mas abandonou.

Riven está quebrado. Está desmoronando. O jogador deve navegar em seus quebra-cabeças inconstantes para encontrar Ghen. O objetivo é simples: resgatar Catherine. O próprio mundo é o antagonista. Riven é destruído no final do jogo. Não por acaso. Por design. Atrus o apaga para impedir Ghen. É brutal. É necessário. A beleza de Riven é sacrificada pela sobrevivência.

Myst III: Exílio (2001)

A série se expande. As portas chegaram ao PlayStation 2 e ao Xbox. A história muda para Saavedro, um homem cujo mundo foi destruído por Sirrus e Achenar. Ele é amargo. Ele está com raiva. Ele quer vingança.

Você tem que pará-lo. E você tem que parar os irmãos. As apostas aumentam. Não se trata mais apenas de escapar da prisão. Trata-se de evitar a aniquilação total da raça D’ni.

É aqui que Yeesha entra na história. Ela é filha de Atrus com Catherine. Nascido no exílio. Ela se torna o ponto focal do conflito. O jogo termina com a derrota dos irmãos, mas o estrago está feito. Yeesha agora é a chave.

Myst IV: Revelação (2004)

Os filhos escapam. Claro que sim.